Central de matéria-prima do ABC paulista adota modelo baiano de gestão de paradas


Ver acabar em chamas um investimento de mais de US$ 20 milhões, felizmente, não é algo usual em paradas de manutenção na indústria química do Brasil. Mas é um exemplo real ocorrido no Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, do desastre em que pode se transformar um procedimento mal gerenciado. De olho na redução de riscos, a WBS Gerenciamentos e Empreendimentos Ltda., empresa baiana de engenharia e gestão de projetos, desenvolveu um modelo gerencial customizável de gestão de paradas de manutenção – intervenção periódica adotada na indústria para reparos ou troca de equipamentos, tubulações e acessórios. O diferencial é simples – uma equipe altamente qualificada e um software 100% customizável, o WBSnet.

O método já está revolucionando, desde o início do ano, o planejamento da próxima intervenção do gênero na Petroquímica União (PQU), central de matéria-prima do Pólo do Grande ABC paulista. Some-se a isso a adoção de práticas preconizadas pelo Project Management Institute (PMI), a maior instituição do mundo exclusivamente dedicada ao fomento da atividade de gerenciamento de projetos. Uma equipe capacitada pelo PMI e certificada como Project Management Professional (PMP) planeja todo o processo, pré-estabelece o fluxo da informação e gere, de forma integrada, todos os riscos.

Responsável pela produção anual de mais de 1,6 milhões de toneladas de matérias-primas petroquímicas, a empresa vai realizar a parada, prevista para 2008, com um sistema de gerenciamento inédito no Brasil construído pela primeira vez em conformidade com os princípios metodológicos IPA (Independent Project Analysis) - uma instituição americana que audita processos desenvolvidos e praticados por grandes empresas em todo o mundo - e os processos PMI. Atualmente, os técnicos já concluíram a implantação da metodologia e da ferramenta de gestão de projetos na PQU. Os processos em uso pela PQU já foram adequados aos padrões da metodologia e às características dos serviços de uma parada de manutenção. Localizada no ABC paulista, entre Santo André e Mauá, a PQU foi inaugurada em 1966. A empresa produz matéria-prima petroquímica a partir de nafta e correntes gasosas fornecidas pela Petrobras.
 
Não se pode esquecer que, com a interrupção da produção em função da parada, o tempo é algo que deve ser gerido de forma rigorosa para impedir prejuízos à cadeia produtiva. “A metodologia avançada, a ferramenta ‘amigável’ e a equipe certificada como PMP (Project Management Professional) asseguram juntas uma abordagem de gerenciamento estruturada e segura”, explica o diretor de planejamento e administrativo da WBS, Carlos Ewald. Engenheiros, administradores, analistas de sistema e outros profissionais da área de tecnologia da informação e de projetos de engenharia formam o time selecionado pela PQU para gerenciar os serviços viabilizados pelo investimento na Parada XVI. Conforme divulgado na Gazeta Mercantil, os recursos integram os R$ 794 milhões destinados pela empresa, este ano, à ampliação da produção de eteno e melhoramentos na unidade. Em 2006, o investimento foi de R$ 270 milhões.
 
 
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